"Falar é uma necessidade, escutar é uma arte." - Goethe


Eu digo: Escrever é uma terapia. Ler o que escrevo é uma insanidade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Graça!

"Estar em estado de graça é pôr em prática a certeza de que, se batermos, a porta se abrirá e, se pedirmos, nos será dado."

Poética da Modernidade.

A poesia para mim não tem regras.
Crio.
Recrio.
Transgrido,
Transcendo as barreiras do possível imaginário.
Se é meu, é livre!

domingo, 8 de agosto de 2010

Divã

E disse-me, que seu erro estava em querer viver intensamente um tórrido romance com qualquer um que lhe oferecesse, à primeira vista, um pouco de carinho e atenção.
Se iludia com vãs palavras e, assim, se entregava de corpo e alma.
Com isto, assustava os envolvidos que ficavam desbaratinados com tal explosão.
Disse-me, então, que era chama viva a cada minuto de uma dita paixão. Estava cega por sentimentos internos que extravasavam por cada poro de seu corpo. E que isto a fazia se entregar sem perceber a sintonia que vinha do outro,quase sempre, distinta. Só que em sua ânsia de amar e ser amada, vive de ilusões momentâneas,que quando as percebe em si, deixam-lhe prostrada de um desejo que ainda não se concretizou.

Efêmero!

Meu coração sem um porto seguro
fica vagabundo, sem rumo, sem chão.
Vagueia como uma puta de mão em mão.
Só que meu coração vagabundo é nobre!
Ama com pureza e compaixão.
E sabe que é efêmero e por isto,
não pede pagamento,
somente um pouco de carinho e atenção.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coisas de Coração.

Li uma frase no Twitter de uma amiga, que dizia o seguinte: “Amizade pós-relacionamento é prêmio de consolação”.
Esta frase resumiu os meus sentimentos quanto a esta questão. Me soa assim também. “Fulana, você é muito legal, eu gosto de você, prefiro a sua amizade, não te quero!” E as desculpas para esse não querer são inúmeras e, muitas vezes, ridículas!
Gostaria muito de ser superior, de encarar o término com naturalidade e achar normal uma amizade instantânea. Mas, sinceramente, acho que isso só acontece quando há filhos envolvidos (e há controvérsias) ou quando nenhum dois dos deseja continuar o relacionamento – o que é raro.
É difícil você se desapegar da pessoa. Principalmente, quando somos rejeitados. O ser humano não está preparado para isto. E as vezes que nós terminamos e temos o mesmo comportamento: vamos ser amigos? Só que quando muda de lado, o negócio muda. Somos assim, fazemos com os outros, mas não gostamos quando fazem conosco. Quando nós não gostamos, fica mais fácil ter esta atitude. É por isso que temos que aprender a ter desapego, gostando ou não!
Li em uma revista espiritualista que o correto é cultuar a amizade, mas prefiro à distância. Não desejo o mal, muito pelo contrário, desejo que seja feliz, só que longe de mim. Neste livro dizia que deveríamos preparar o namorado (a) para outros (as) e que se ele tivesse que ser seu, seria. Só que isso é complicado!
Venho tentando pensar e agir assim... Tem dias que me parece que consegui, mas no fundo, no fundo, a tal frase acima ecoa lá dentro...
Quero pensar e agir com essa percepção espiritualista. Se desapegar e saber que o outro passou. Querer a felicidade do outro estando próximo a ela.
Acredito que isso só seja possível quando enxergarmos aquilo que realmente queremos. Às vezes, muitas vezes, nos apegamos a pessoas que nem admiramos tanto assim, mas estamos com ela por fatores extra - amor verdadeiro. Por ego, por desejo, por falta de estima, por conveniência, sei lá. Só que isso é difícil. Quando gostamos, ficamos cegos e mesmo esta pessoa nos fazendo mal, nos prendemos a ela como se não restasse mais ninguém no mundo. Isto só pode ser falta de confiança em nós mesmos e em Deus.
Há uma passagem da bíblia, Primeira Epístola aos Coríntios, que diz o seguinte:
“O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor nunca falha”.
A partir daí, percebo que não entendemos de amor. Por que se entendêssemos saberíamos que a pessoa que estamos nos envolvendo é ou não a pessoa certa. Não sendo a certa, não nos magoaríamos com o término e não sentiríamos raiva ou até desprezo pela pessoa. E aí, não encararíamos a amizade pós-término como prêmio de consolação. Este deve ser o nosso pensamento. Se mesmo nos doando, amando, a pessoa terminou é porque não era amor!!! Parece simples, porém é complicado!! A pessoa que termina e quer a amizade, já sabe que nos somos para ela. Temos que aprender é a ter a mesma atitude, mas sem nos sentirmos inferiores ou superiores. Só tendo a certeza de que não era para ser. E para isto, só pode ser através da crença em nós mesmos e em Deus. Descobrir o que é o amor verdadeiro e delinear aquilo que realmente queremos para nós. Acho que no dia que todo mundo conseguir isto, os sofrimentos amorosos irão se dissipar. Será que me fiz compreender????????
Sinceramente, depois de toda essa lengalenga, devemos buscar esses sentimentos nobres, por mais difíceis que possam parecer. Acredito que só assim seremos realmente felizes!!!
Para terminar, concluo com uma frase de Antoine de Saint – Exupéry, do famoso livro
“ O Pequeno Príncipe” que diz assim:
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

Devemos fazer a nossa parte, deixar sempre o melhor de nós com o outro, mesmo que seja para prepará-lo (a) para outro (a) até que nos apareça aquele ou aquela que fique em nossas vidas até o fim dela.

Acaso Reflexivo!

ACASO

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Coisas de tempo e de alma.

Nossa, quanto tempo que não escrevo por aqui.
Tem um pouco de negligência, tem, sim. Muitas vezes tive preguiça de pensar ou escrever. Mas ando realmente atolada. Minha mente as vezes parece que dá um branco, de tantas informações. Minha vida é tão intensa, minha mente vive cheia de pensamentos, sentimentos e emoções, que as vezes evito pensar em outras coisas, que não aquelas nas quais ando mais envolvida e não posso deixar para lá. Mas, aos poucos, tenho tentado voltar a fazer as coisas que gosto e que deixei um pouco esquecidas, enquanto estava simplesmente vivendo meus problemas, ou vida. Além disso, estou numa fase um tanto quanto esquisita... um pouco sem forças e sem motivações. Tenho tanto para fazer e não consigo. É como se algo me prendesse e eu não conseguisse sair do lugar. Mas, o tempo todo, na minha mente, algo me motiva. Isto é enlouquecedor. Não sei se é puro cansaço, físico e mental, ou se realmente esse negócio de olho gordo pega.É incrível como existem pessoas que não satisfeitas com o que possuem, querem o do outro. Mesmo o outro só tendo de mais valia, sua inteligência, sua força de vontade e seu sorriso, meio amarelado, cansado, de tantas promessas não realizadas...
Bom,realmente não sei, mas no meio de todo esse conflito mental, estou tentando reaver as forças e a vontade de escrever, escrever e escrever. Mesmo sabendo que meus pensamentos não são tão importantes assim, pelo menos a vontade de colocá-los para fora está voltando. E,talvez, seja isso que importa. Afinal, não escrevo para que me aplaudam ou digam que escrevo muito bem. Escrevo por pura sanidade mental. Deixar calado o que me vem à cabeça, muitas vezes, não faz bem. Então, escrevo. Aliás, retorno a escrever. Não com certezas de que irei escrever sempre, mas com a certeza que tenho muito a escrever.